Crescimento inicial de plantas de soja com a aplicação de biopotencializador em sementes de baixo e alto vigor
DOI:
https://doi.org/10.46420/TAES.e260002Palavras-chave:
Bioestimulante, Emergência, Glycine max, Qualidade de sementeResumo
O uso de biopotencializador no tratamento de semente pode melhorar a taxa de germinação e o desenvolvimento inicial das plantas em condições de campo, especialmente quando da utilização de sementes de baixo vigor. Neste contexto, este estudo foi conduzido com o objetivo de avaliar a emergência e o crescimento inicial das plântulas de soja em resposta à aplicação de doses do biopotencializador Crop Evo® em sementes de baixo e alto nível de vigor. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado e os tratamentos foram dispostos no esquema fatorial 2 × 5, com quatro repetições. Os tratamentos foram representados pelo uso de dois níveis de vigor das sementes (alto e baixo) e pela aplicação de cinco doses de biopotencializador (0, 5, 10, 15 e 20 mL kg–1 de semente) no tratamento das sementes. Aos 14 dias após a semeadura, foram avaliados a porcentagem de emergência, índice de velocidade de emergência, tempo médio de emergência, comprimento e produção de matéria seca da parte aérea e das raízes das plântulas. Os resultados evidenciaram que a aplicação de biopotencializador (Crop Evo®) no tratamento das sementes melhorou a emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo vigor. No entanto, a aplicação de biopotencializador não teve efeito sobre o processo de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de alto vigor. A aplicação de biopotencializador no tratamento de sementes estimulou o crescimento e a produção de matéria seca das plântulas de soja, independentemente do uso de sementes de baixo e alto vigor. A dose ótima do biopotencializador a ser aplicada no tratamento das sementes de soja para estimular o crescimento inicial das plântulas pode variar de 10 a 15 mL kg–1 de semente.
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