Crescimento inicial de plantas de soja com a aplicação de biopotencializador em sementes de baixo e alto vigor

Autores

  • Alexandre Freitas Machado Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul image/svg+xml Autor
  • Diógenes Martins Bardiviesso Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul image/svg+xml Autor
  • Susiane Moura Cardoso dos Santos Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul image/svg+xml Autor
  • Alexandre Vasco Mariano Muguerrima Instituto Superior Politécnico de Gaza image/svg+xml , Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul image/svg+xml Autor
  • Jorge González Aguilera Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul image/svg+xml Autor
  • Fábio Steiner Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul image/svg+xml Autor

DOI:

https://doi.org/10.46420/TAES.e260002

Palavras-chave:

Bioestimulante, Emergência, Glycine max, Qualidade de semente

Resumo

O uso de biopotencializador no tratamento de semente pode melhorar a taxa de germinação e o desenvolvimento inicial das plantas em condições de campo, especialmente quando da utilização de sementes de baixo vigor. Neste contexto, este estudo foi conduzido com o objetivo de avaliar a emergência e o crescimento inicial das plântulas de soja em resposta à aplicação de doses do biopotencializador Crop Evo® em sementes de baixo e alto nível de vigor. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado e os tratamentos foram dispostos no esquema fatorial 2 × 5, com quatro repetições. Os tratamentos foram representados pelo uso de dois níveis de vigor das sementes (alto e baixo) e pela aplicação de cinco doses de biopotencializador (0, 5, 10, 15 e 20 mL kg–1 de semente) no tratamento das sementes. Aos 14 dias após a semeadura, foram avaliados a porcentagem de emergência, índice de velocidade de emergência, tempo médio de emergência, comprimento e produção de matéria seca da parte aérea e das raízes das plântulas. Os resultados evidenciaram que a aplicação de biopotencializador (Crop Evo®) no tratamento das sementes melhorou a emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo vigor. No entanto, a aplicação de biopotencializador não teve efeito sobre o processo de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de alto vigor. A aplicação de biopotencializador no tratamento de sementes estimulou o crescimento e a produção de matéria seca das plântulas de soja, independentemente do uso de sementes de baixo e alto vigor. A dose ótima do biopotencializador a ser aplicada no tratamento das sementes de soja para estimular o crescimento inicial das plântulas pode variar de 10 a 15 mL kg–1 de semente.

Referências

Albrecht, L. P., Albrecht, A. J. P., Braccini, A. L., Lorenzetti, J. B., Danilussi, M. T. Y., & Ávila, M. R. (2020). Avaliação econômica e financeira do uso de biorregulador em soja. Revista em Agronegócio e Meio Ambiente, 13(2), 487–504. DOI:10.17765/2176-9168.2020v13n2p487-504

Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. (2009). Regras para análise de sementes. Brasília: MAPA/ACS.

Carvalho, N. M., & Nakagawa, J. (2000). Sementes: ciência, tecnologia e produção (4ª ed.). Jaboticabal: FUNEP.

Castro, P. R. C., & Vieira, E. L. (2001). Aplicações de reguladores vegetais na agricultura tropical. Guaíba: Agropecuária.

Conab – Companhia Nacional de Abastecimento. (2022). Acompanhamento da safra brasileira de grãos: 9º levantamento da safra 2021/22. Brasília. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v13i12.47898

Cunha, R. C., Oliveira, F. A., Souza, M. W. L., Medeiros, J. F., Lima, L. A., & Oliveira, M. K. T. (2016). Ação de bioestimulante no desenvolvimento inicial do milho doce submetido ao estresse salino. Irriga, 1(1), 191–191.

DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v13i12.47898

Dario, G. J., Neto, D. D., Martin, T. N., Bonnecarrère, R. A. G., Manfron, P. A., Fagan, E. B., & Crespo, P. E. N. (2004). Influência do uso de fitorregulador no crescimento do arroz irrigado. Revista da FZVA, 11(1), 86–94.

Ferreira, G., Costa, P. N., Ferrari, T. B., Rodrigues, J. D., Braga, J. F., & Jesus, F. A. (2007). Emergência e desenvolvimento de plântulas de maracujazeiro azedo oriundas de sementes tratadas com bioestimulante. Revista Brasileira de Fruticultura, 29(3), 595–599. https://doi.org/10.1590/S0100-29452007000300034

Ferreira, D. F. (2011). Sisvar: a computer statistical analysis system. Ciência e Agrotecnologia, 35(6), 1039–1042.

https://doi.org/10.1590/S1413-70542011000600001

Frasca, L. L. M., Nascente, A. S., Lanna, A. C., Carvalho, M. C. S., & Costa, G. G. (2020). Bioestimulantes no crescimento vegetal e desempenho agronômico do feijão comum de ciclo superprecoce. Revista Agrarian, 13(47), 27–41. https://doi.org/10.30612/agrarian.v13i47.8571

Jardin, P. (2015). Plant biostimulants: Definition, concept, main categories and regulation. Scientia Horticulturae, 196, 3–14. https://doi.org/10.1016/j.scienta.2015.09.021

Klahold, C. A., Guimarães, V. F., Echer, M. M., Klahold, A., Contiero, R. L., & Becker, A. (2006). Resposta da soja (Glycine max (L.) Merrill.) à ação de bioestimulante. Acta Scientiarum. Agronomy, 28, 179–185.

Kolchinski, E. M., Schuch, L. O. B., & Peske, S. T. (2005). Vigor de sementes e competição intra-específica em soja. Ciência Rural, 35(6), 1248–1256. https://doi.org/10.1590/S0103-84782005000600004

Malik, A., Mor, V. S., Tokas, J., Punia, H., et al. (2021). Biostimulant-treated seedlings under sustainable agriculture: A global perspective facing climate change. Agronomy, 11(14), 1–24. https://doi.org/10.3390/agronomy11010014

Marcos Filho, J. (2015). Fisiologia de sementes de plantas cultivadas. Londrina: ABRATES.

Mello, W. M., Santos, J. O., Mello, H. F., & Ohse, S. (2020). Potencial produtivo do milho em função do tratamento de sementes com bioestimulantes e inseticidas. Visão Acadêmica, 21(2), 4–24.

Mello, W. M., Santos, J. O., & Ohse, S. (2021). Vigor de sementes de milho tratadas com bioestimulantes. Visão Acadêmica, 22(1), 4–19.

Melo, G. B., Silva, A. G., Perin, A., Braz, G. B. P., & Andrade, C. L. L. (2021). Tratamento de sementes com doses do bioestimulante à base de algas. Brazilian Journal of Development, 7(1), 1418–1431. https://doi.org/10.34117/bjdv7n1-097

Mendes, R. C., Dias, D. C. F. S., Pereira, M. D., & Berger, P. G. (2009). Tratamentos pré-germinativos em sementes de mamona (Ricinus communis L.). Revista Brasileira de Sementes, 31(1), 187–194. https://doi.org/10.1590/S0101-31222009000100021

Moterle, L. M., Santos, R. F., Scapim, C. A., Braccini, A. D. L., Bonato, C. M., & Conrado, T. (2011). Efeito de biorregulador na germinação e no vigor de sementes de soja. Revista Ceres, 58(5), 651–660. https://doi.org/10.1590/S0034-737X2011000500017

Moterle, L. M., Santos, R. F., Braccini, A. L., Scapim, C. A., & Barbosa, M. C. (2008). Efeito da aplicação de biorregulador no desempenho agronômico e produtividade da soja. Acta Scientiarum. Agronomy, 30, 701–709. https://doi.org/10.4025/actasciagron.v30i5.5971

Oliveira, F. A., Oliveira, M. K. T., Alves, L. A., Alves, R. C., Régis, L. R. D., & Santos, S. T. (2017). Estresse salino e biorregulador vegetal em feijão caupi. Irriga, 22(2), 314–329. https://doi.org/10.15809/irriga.2017v22n2p314-329

Rós, A. B., Narita, N., & Araújo, H. S. (2015). Efeito de bioestimulante no crescimento inicial e na produtividade de plantas de batata-doce. Revista Ceres, 62(5), 469–474. https://doi.org/10.1590/0034-737X201562050007

Santos, C. M. G., & Vieira, E. L. (2005). Efeito de bioestimulante na germinação de sementes, vigor de plântulas e crescimento inicial do algodoeiro. Magistra, 17(3), 124–130.

Scheeren, B. R., Peske, S. T., Schuch, L. O. B., & Barros, A. C. A. (2010). Qualidade fisiológica e produtividade de sementes de soja. Revista Brasileira de Sementes, 32(3), 35–41. https://doi.org/10.1590/S0101-31222010000300004

Sediyama, T., Silva, F., & Borém, A. (2015). Soja: do plantio à colheita. Viçosa: UFV. https://doi.org/10.18406/2316-1817v11n220191285

Silva, A. M. P., Oliveira, G. P., & Neres, D. C. C. (2018). Germinação e vigor de sementes de soja submetidas ao tratamento com substâncias bioativas. Caderno de Publicações Univag, 8(1), 74–84. https://doi.org/10.18312/cadernounivag.v0i08.795

Taiz, L., Zeiger, E., Møller, I. M., & Murphy, A. (2017). Fisiologia e desenvolvimento vegetal. Porto Alegre: Artmed.

Thiengo, C. C., Santana, P. H. L., Burak, D. L., Oliveira, D. M., & Guidinelle, R. B. (2020). Resposta do capim-marandu e milheto em rejeito de mineração à aplicação de bioestimulantes vegetais. Magistra, 31, 465–478.

Vieira, E. L., & Castro, P. R. C. (2001). Ação de bioestimulante na germinação de sementes, vigor de plântulas, crescimento radicular e produtividade de soja. Revista Brasileira de Sementes, 23(2), 222–228. Doi:10.17801/0101-3122/rbs.v23n2p222-228

Downloads

Publicado

2026-03-12

Edição

Seção

Seção Artigos

Artigos Semelhantes

1-10 de 19

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

<< < 1 2