Restauração Ecológica no Parque Zoobotânico de Alta Floresta

A preservação de fragmentos florestais urbanos na Amazônia é fundamental para a manutenção da biodiversidade e regulação do microclima nas cidades. A publicação lançada pela Pantanal Editora apresenta os resultados das intervenções ambientais realizadas no município de Alta Floresta, Mato Grosso. O projeto foi executado entre 2025 e 2026 pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SECMA).

A obra, organizada pelo Prof. Dr. José Martins Fernandes e com autoria de pesquisadores e acadêmicos como Isane Vera Karsburg, Jamili da Silva Felder, Luiz Fernando Santos Porto, Edgley Pereira da Silva, Bernardo Pereira dos Santos, Felipe Matias Piller dos Santos e outros colaboradores, documenta as etapas de recuperação da unidade de conservação urbana. O texto detalha como a restauração ecológica no Parque Zoobotânico foi planejada para reestabelecer o equilíbrio ecológico local.

Metodologias aplicadas na restauração ecológica no Parque Zoobotânico

O projeto envolveu a coleta e produção de mudas de espécies nativas em 21 localidades do município. No total, foram produzidas mais de 5.000 mudas pertencentes a 38 espécies de 18 famílias botânicas, incluindo Fabaceae, Annonaceae, Arecaceae e Malvaceae.

Além do manejo vegetal, o levantamento geotecnológico desempenhou papel central. O uso de veículos aéreos não tripulados (drones) permitiu o mapeamento dos 17,8 hectares do parque, gerando ortomosaicos de alta resolução espacial e Modelos Digitais de Elevação (MDE) para a identificação de áreas degradadas e o monitoramento dos córregos Severo e Papai Noel.

Manejo de cipós, trilhas e plantio de espécies nativas

Uma das ações determinantes para a restauração ecológica no Parque Zoobotânico foi o corte controlado de cipós das famílias Bignoniaceae e Fabaceae que cobriam a copa de árvores de grande porte. Essa intervenção possibilitou o brotamento e a recuperação de espécimes centenários de castanha-da-amazônia, faveira e samaúma.

Ademais, foram implantados 740 metros de trilhas ecológicas não invasivas para uso educacional e comunitário. O plantio de 4.250 mudas abrangeu 1,63 hectare prioritário, dando preferência a espécies zoocóricas, responsáveis por fornecer alimento à fauna silvestre, incluindo primatas ameaçados de extinção.

Resultados e acesso à publicação científica

A obra sintetiza diagnósticos botânicos, geográficos e ecológicos, demonstrando como a cooperação entre universidade, gestão pública e comunidade pode viabilizar a conservação ambiental urbana. O e-book Parque Zoobotânico Leopoldo Linhares Fernandes, Alta Floresta, Mato Grosso: restauração ecológica está disponível para acesso gratuito e download direto na plataforma da Pantanal Editora.

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